PROGRAMA BÁSICO TREINAMENTO EM STORYTELLING – ESTÁGIO I

De 1 a 3/2/2013

Canela – RS – Pousada Villa Fiorita

Com James McSill

(em português)

Dia 1

9h30 – 12h00

1ª parte: Princípios de storytelling para quem vai utilizar estórias em atividades outras que não escrever um romance.

2ª parte: O “line-up” (preparação) de uma estória para utilização em empreendimentos pessoais ou comerciais.

3ª parte: Exercícios práticos de criação, elaboração e “recolhas” de estórias

14h00 – 17h30

1ª parte: “O meu projeto” (cada participante será convidado a uma conversa aberta sobre como imagina que utilizaria storytelling)

2ª parte: Transmídia na prática (os exemplos serão baseados em projetos reais elaborados pelos participantes)

3ª parte: Turbinação de projetos (o que um colega de outra área poderá colaborar com o meu projeto? – transmídia TRANSCENDE mídias, i. e., MEIOS, saindo do EU para entender o NÓS, o TU e o ELE, gerando uma “fertilização cruzada”.)

Dia 2

9h30 – 12h30

1ª parte: Contando estórias: a LINGUAGUEM HIPNÓTICA

2ª parte: Contando estórias: modelos de MANCHETES

3ª parte: Exercício prático (mesa redonda): estórias de que vou precisar para o meu projeto

14h00 – 17h30

1ª parte: Exercício prático: discussão em particular sobre o projeto do participante. META: o projeto elaborado deverá gerar receita (ou atingir metas de público para projetos filantrópicos) dentro de 12 meses que cubram ou excedam o investimento de RS 2060,00

2ª parte: Um tiquinho de teoria: Storytelling e transmídia no gerenciamento de mudanças em empreendimentos pessoais ou comerciais. (Esta sessão de teoria será apresentada em forma de perguntas & resposta. Traga as SUAS questões, façamos uma avaliação sobre como o Storytelling poderá impactar positivamente no SEU projeto, no seu empreendimento pessoal ou comercial.

Dia 3

9h30 – 12h00

1ª parte: Que estórias contar? : a “estória” como instrumento de trabalho e transformação.

2ª parte: Exercício prático: usando transmídia-storytelling para reverter um caso fictício de má reputação. Da criação à implantação à consolidação de uma estória. (Quem narra a melhor estória, vence).

14h00 – 17h30

1ª parte: Não “transação” (dentro da empresa ou no lar) sem estória.

2ª parte: A estória que molda todas as estórias (quando a literatura dá um aperto de mãos no “storytelling para empreendimentos”.

3ª parte: Estórias sem fim

Na noite do terceiro dia e na manhã do quarto dia, James estará disponível para discutir detalhes de seus projetos particulares.

James é fundador e diretor executivo da McSill Ltd, Assessoramento Literário, Londres; Yorkshire Studio de Mentoring, Coaching e Treinamentos à distância para autores, York, e da McSill Agency, São Paulo. É um dos consultores literários mais bem-sucedidos do mundo; seu trabalho abrange Europa, América Latina e América do Norte. É reconhecido por suas atividades pioneiras na indústria do livro. Linguista por formação, impulsionou metodologias como Task-based Learning, mudando o cenário do ensino de idiomas estrangeiros no mundo. Neste ano, acrescenta aos seus desafios o de diretor de agência literária (Brasil), representante para a América Latina e Península Ibérica do prestigiado BritWriters’ Awards (Inglaterra), bem como a ampliação de seu bem-sucedido sistema de treinamento remoto para jovens autores: Book in a Box. James é mentor certificado pelo Intitute of Enterprise and Entrepreneurs (IOEE). www.mcsill.com

Coordenação

Noscilene Santos, Coach Internacional certificada pelos institutos ICI- International Association of Coaching Institutes, ECA – European Coaching Association. Master  practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística pela Actius; Estudou The New Code NPL com John Grinder e Carmem Bostic; PNL 3rd Generation com Judith Delozier; Formação em Generative Coaching;Sistemic Coaching; The Hero Jorney & 5 Rhythms e Hipnose Ericksoniana pelo Metaforum Internacional.

Sua experiência profissional inclui atuação como executiva no mercado financeiro e em seguros pelo Banespa e Santander.

Doutoranda; Mestra em Business Administration pela Florida Christian University-USA; especialização em Gestão empresarial pela Dom Cabral, Gestão de negócios pela Fia/USP; bacharelados em Comunicação social pela Casper Líbero e Administração de empresas pela Oswaldo Cruz.

Dirige a empresa People Training-Treinamentos e Coaching, é Consultora de treinamentos, palestrante, facilitadora em treinamentos comportamentais; professora de PNL escola de teatro BRAAPA. Autora do Manual Prático de Coaching, Coautora do livro Ser Mais com PNL e apresentadora do programa A hora do Coaching – www.tvgeracaoz.com.br noscilene.santos@peopletraining.com.br  TWITTER: Noscilenesan

Como tornar-se Storyteller Profissional

James McSill e Noscilene Santos

Certa vez…

Reuniram-se quarenta e duas pessoas na bucólica cidade de Canela, no Sul do Brasil, para experienciarem técnicas inéditas que os levou adiante num primeiro passo a desenvolverem e aplicarem a arte do Storytelling com o mestre James McSill, recém chegado do Reino Unido trazendo novidades da Holanda, Bélgica e Alemanha. James estreia o seu estúdio de storytelling no norte da Inglaterra, o único trilíngue do Reino Unido que lida com países latinos.

Em Canela, o ambiente rústico por si só já inspirava histórias. Naquela sala retangular de paredes feitas de madeira e na transversal duas lareiras posicionadas nos cantos, foi onde configurou-se o “auditório”. James usou uma técnica intitulada “sacralização da estória”, em que absolutamente tudo na sala remetia ao resultado final: a EXPERIÊNCIA de ser capaz de introjetar que ‘histórias é para todos nós’ e visualizar em tempo real e em 3D como funciona o storytelling.

De um lado da sala, separando-a ao meio, mesas enfileiradas, cobertas de ponta a ponta por uma longa faixa de cartolina delimitava o espaço, como numa igreja medieval. De um lado das mesas estava preparado o local para as dinâmicas, o altar. Ali, um sofá amarelo encostado na parede, ao lado da janela; no centro, uma caixa de papel se destacava por ter a bandeira da Inglaterra nela estampada, além disso, guardava um segredo que seria desvendado no futuro. Do teto, logo acima da caixa, um “molho” de fitas de cetim descia, suas pontas arrastavam-se pelo chão. Na parede do fundo, os autores penduraram cartazes criativos, contando suas histórias de vida e da profissão. Quem já entrou numa igreja medieval conhece a parede onde os fieis colam as orações, as fotos dos milagres, fazem os pedidos. Do outro lado da fileira de mesas ficavam os bancos, onde os fieis sentaram-se para a “missa”, a experiência mística de transformar ‘estórias’ em instrumentos que os tornariam mais eficazes nas empresas, nos empreendimentos, na arte, na vida. E que experiência! Com o mestre McSill é ver para crer.

No decorrer da jornada, metáforas foram construídas a partir da utilização dos recursos disponíveis no ambiente. Objetos e pessoas se conectavam, seguindo os ensinamentos do mestre sobre como as histórias são estruturadas. Elas têm um começo e um fim. Têm princípios e regras. Personagens excepcionais e cenas que dão vida à narrativa. James nos conduzia de lado a lado com uma naturalidade que, se não fosse pelo ambiente montado nos mínimos detalhes, pareceria improvisação. “O storytelling, dizia o mestre, é natural e tem de parecer natural para atingir o efeito desejado – ou vira filminho hollywoodiano no qual ninguém acredita de verdade. Divertido, mas de credibilidade dúbia”.

No segundo dia, o desafio para metade dos autores seria escrever sobre um  acontecimento em sua empresa no dia tal de dois mil e tal e a outra metade escreveria sobre o que aconteceu na sua vida em outra data.

Em minutos, cronometrados, as histórias estavam escritas. Então, formaram-se dois círculos, como se fosse a beira do altar, um interno e outro externo para receberem o feedback ou as “chibatadas” do James. O primeiro voluntário lia sua história. Todos colavam o olhar curioso no leitor, depois no James, sem querer perder quaisquer comentários. Provocativo, com seu humor Inglês em Português, ele levava os autores a refletirem e a fazerem as correções dos textos, estruturando-os com princípios e regras do Storytelling.

Após a finalização dos feedbacks, a história de cada um dos autores foi colocada, lado a lado, sobre a faixa de cartolina que cobria as mesas. Depois, foram convidados a circularem pelas histórias com o objetivo de identificarem uma com significado pessoal. Tinha-se aqui o  propósito de buscar um fato em sua linha do tempo e escrever sobre o que lhe aconteceu naquela data. Na data da história escolhida.

Os autores escreveram a história pessoal e a posicionaram ao lado daquela história inspiradora.

E assim nasceu um livro com oitenta histórias pessoais e empresariais.

E o segredo no final?

Sim, este foi revelado a quem estava lá.

E isso… Eu não posso contar.

As histórias se movem no tempo, dão vida às ideias, tornam-se memoráveis! Você também poderá ser o autor da sua história. Se tornar um storyteller para desenvolver outras pessoas a escreverem suas histórias de vida, histórias empresariais. Enfim, adotar o storytelling como um meio de levar informações.

Inscrições abertas!

Você é muito bom no que faz?

O seu concorrente também!

Numa sociedade globalizada o que conta é quão bom você precisa ser em cada situação inusitada que se apresenta a cada momento.

O caminho mais curto entre a tarimba que você tem hoje e a tarimba que vai precisar ter amanhã é saber como manipular a narrativa do que você faz (bem) e adaptá-la ao interlocutor de amanhã. As suas estórias de sucessos passados não lhe garantem o futuro. O que garante o futuro é a sua habilidade e de inspirar, de mostrar caminhos, de narrar estórias, com base no passado, se quiser, do que está por vir.

A palavra mágica é: Imagine. Imagine e cria uma narrativa (estória) onde estejam claros o princípio, o meio e o fim. O fim é o que você vai atingir depois de andar pelo caminho traçado, o meio.

Imagine-se rico: poderá ficar rico.

Imagine-se poderoso: poderá ter poder

Imagine…

Tenha visão!

Para que serve o Storytelling?

Vou confessar uma coisa, depois de uns trinta e tantos anos de profissão, dez entre dez colegas, inclusive eu, quando conversamos a respeito de nosso trabalho, parecemos lembrar apenas de quatro perguntinhas básicas que os participantes de eventos sempre nos fazem:
(1) Contar histórias exige talento?

(2) O seu trabalho é pegar uma pessoa sem talento e fazer dela um contador de histórias, dar a ela um dom que Deus deveria ter-lhe dado?

(3) Eu não sei contar uma história nem que chova canivetes, você pode me ajudar?

(4) Se tem técnica para isso, por que há tanta história mal contada por aí? (Referindo-se, no meu caso, normalmente a livros mal escritos).
E a resposta é:
(1) Não.
(2) Não.
(3) Sim.
(4) Pois é…
“Pois é…” é o problema. Teoricamente, a resposta não é complicada. Em vez de “contar”, “mostra”. Simples. Em inglês, dizemos: SHOW DON´T TELL.

Interessante é que em nosso cérebro – e só dentro dele – vivemos as histórias, ”episódio emocional por episódio emocional”. Tudo muito claro, muito lógico. “É óbvio que é assim…”, diz a voz lá dentro.

Entretanto, na hora de relatar “o todo”, fragmentado em episódio emocional por episódio emocional, para que o interlocutor aja ou reaja, fantasiamos que o nosso blá-blá-blá, do jeito que sair, boca a fora, bastará para que o pobre coitado entenda perfeitamente o que emocionalmente se passou em nossa cabeça.

Se o que desejamos é ganhar a atenção com o propósito de levar o outro a agir, despejar um resumo, resuminho ou resumão que a nada leve, não leva a nada. Os fragmentos de informação que normalmente comunicamos são tímidos demais, com lógica de menos, e mal embrulhados em ‘episódios de emoção’ para causar algum efeito.

Chato isso, não? Assim, numa empresa, organização ou projeto  não comunicar direito é receita para desastre. Portanto, quer na sala de reuniões da firma ou na mesa do bar com amigos, poucas coisas funcionam tão bem quanto uma “história bem contada”. Uma história estrategicamente colocada levará a audiência para além dos meros fatos a verdadeiramente abraçar uma visão mais ampla da realidade.

Por exemplo, na semana passada, um autor com que trabalho, insistia em “engajar” o futuro leitor com a frase: “Os soldados estavam mentindo para ele e o sargento desconfiava. Sentia-se incomodado, mas meio perdido, sem verdadeiramente saber o que fazer”.
– Tá bom, James?
– Não.
– Já sei!
O autor pensou, pensou e pensou, reescreveu e me passou o papel: “O sargento desconfiava que os soldados mentiam para ele. Sentia-se incomodado, meio perdido, sem saber o que fazer.”
– Desculpa – disse ele, como tantos já com os olhinhos brilhando a espera do elogio –, pequei na lógica e usei palavras fracas. Advérbio enfraquece o texto, não é? Que tal agora?
“Agora”, pensei, “continua a mesma porcaria”. Não é tirando palavras ou ajeitando o português que vai virar uma “história bem contada”. Se apenas a informação me engajasse eu levaria a lista telefônica nas minhas viagens (grátis), em vez de levar o Dan Brown (7,99 libras esterlinas mais uma fila imensa para pagar, num aeroporto abafado).
Como se faz isto, então?
Pois bem, se quisermos que a audiência aja ou reaja, o dito autor deveria ter “mostrado” a historinha.
Mais ou menos assim:
“Certo fim de tarde, um sargento já apertava o punho. Aprontava-se para esmurrar a cara de cada um daqueles dez soldados. Estavam atrasados mais de uma hora e o vento frio no portão do forte já lhe havia congelado os pés, os joelhos e, agora, subia cada vez mais depressa.
Decidiu então que era hora de empunhar o rifle, fechar o portão e se recolher.
– Sargento. Não me deixe aqui fora.
Naquele momento, um soldado gordinho se aproximava, fumacinha saindo da boca.
– Mil desculpas, sargento – disse ele. – Mas posso explicar. Tive um compromisso que atrasou um pouco, corri para pegar o ônibus e acabei perdendo. Então, peguei um táxi que pifou no meio da estrada. Felizmente, consegui achar uma fazenda, comprei um cavalo que galopou por um quilômetro e pouco e caiu morto. Enfim, tive que correr esses dez quilômetros. O importante é que estou aqui!
O sargento ia mandar que o rapaz parasse com a lorota. Pensava o quê? Que lidava com um idiota?
Mas, afinal, o soldado estava ali, o frio era de rachar, e mandou que entrasse.
Pouco depois, mais um soldado apareceu e outro e outro, até totalizar oito.
A história era a mesma: compromisso que atrasou, ônibus perdido, táxi que pifou no meio da estrada, uma fazenda, cavalo comprado que galopou por um quilômetro e caiu morto, corrida de dez quilômetros e o importante é que havia chegado.
Quanta baboseira. Mas já que havia deixado o primeiro entrar não ia ser injusto com os demais e mandou que entrassem.
Só faltava o último. Se chegar, quando chegaria?
Outra hora de mais vento e ainda mais frio se passou até que ouviu ao longe um grito.
– Sou eu, sargento. Não feche o portão.
Era o último. Ofegava mais que o primeiro.
– Mil desculpas, sargento – disse ele. – Mas posso explicar. Tive um compromisso que atrasou um pouco, corri para pegar o ônibus e acabei perdendo. Então, peguei um táxi que …
– Já posso adivinhar – interrompeu o sargento –, o táxi quebrou no meio da estrada.
– Não senhor. O táxi não teve problema nenhum, o problema é que na estrada tinha tanto cavalo morto que levou um tempão para a gente conseguir passar.
Engajou?
Nem precisa chover canivetes para engajar o leitor. Basta evidenciar o que está acontecendo, criar um toque de suspense aqui e ali e – BINGO! – temos uma historinha que evoca emoções através dos princípios e técnicas do storytelling. Entender como funcionam as histórias serve para tudo. Utiliza-se para comunicar, criar e manter a identidade e reputação de uma empresa, por exemplo, ou até a sua própria identidade e reputação junto a amigos na mesa do bar.
História é história, as técnicas são as mesmas.
Tudo muito fácil e divertido!

Contar estórias

O ato de contar estórias é uma poderosa ferramenta de comunicação que está se tornando cada vez mais reconhecida no mundo empresarial. Estas estórias não são aquelas usadas geralmente para abrir palestras ou “quebrar o gelo”, e sim estórias que farão os outros confiarem no narrador e moldar decisões e ações que são importantes tanto para indivíduos quanto para organizações. Como o autor explica, nós fomos condicionados a acreditar que uma comunicação empresarial deve ser clara, racional, objetiva, sem espaço para a emoção ou para o pensamento subjetivo. Isso não é verdade. A comunicação mais poderosa, mais persuasiva tem um elemento humano:

“Ela não é percebida como genuína sem a personalidade distintiva do ser humano em fornecer contextos. Você precisa se destacar ao se comunicar – mostrar o seu verdadeiro eu, não o idealizado. O ingrediente que falta na maioria dos processos de comunicação que falharam é a humanidade. Entretanto, isso é algo fácil de consertar. A fim de acrescentar humanidade na transmissão da comunicação, tudo que você tem de fazer é contar mais histórias e bingo – você acabou de se destacar”.

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